A verticalização do Golpe!

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O campo político neoliberal puro e duro, do pensamento alicerçado no Estado-Mínimo, que nos anos 90 esteve nos espaços decisórios do Governo brasileiro com FHC, dilapidando o patrimônio, precarizando as relações de trabalho, alinhado à geopolítica Estadunidense, atravessou a última década ocupando o campo da oposição minoritária, enquanto que os governos Lula e Dilma numa linha neodesenvolvimentista lograram êxito em várias frentes de atuação com a ativa participação do Estado.  

Contudo, com o Golpe e a ascensão de Michel Temer, a volta desse campo político veio com força e parece estar esfomeada.

A grande mídia, o capital financeiro, a elite política e empresarial constroem a narrativa do enxugamento da máquina com o intuito de abocanhar parte da renda dos trabalhadores através da retirada de direitos e da dilapidação do patrimônio estatal com as privatizações.

Aqui em Florianópolis, com a eleição de Gean Loureiro do PMDB não está sendo diferente, e na verdade, o que assistimos é a verticalização da política nacional.

Não podemos duvidar que o “pacote de maldades” aprovado recentemente na Câmara já não estava acordado na “Casa Grande” antes mesmo das eleições acontecerem.

As medidas, com viés elitista, atingiram em cheio os trabalhadores, com o corte de investimentos nos serviços públicos, retirada de conquistas dos servidores municipais, aumento do valor dos serviços essenciais como o transporte público, que pesa no bolso de quem mais precisa.

Por outro lado, como já esperado, o prefeito dá continuidade à cultura da benevolência  com o mercado imobiliário, com os sonegadores,  com a precarização das relações de trabalho quando diminui o serviço público aumentando a expectativa ainda maior das terceirizações.

Sem contar que a repressão às organizações populares voltaram à ordem do dia e com respaldo principalmente dos meios de comunicação que cumprem com rigor o papel de cão-de-guarda dos seus patrocinadores.

A saída para tamanho cerco e aniquilamento passa pela unidade das organizações com viés popular, acerto na narrativa real da conjuntura e uma boa estratégia de comunicação e mobilização social e comunitária.

Não há tempo para a desesperança! Sejamos os propagandistas da resistência.

*Carlos Eduardo de Souza é formado em História pela UDESC e Especialista em Gestão Estratégica de Políticas Públicas pela UNICAMP.

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