Educação

Pensar Educação na cidade de Florianópolis exige uma profunda discussão do contexto atual, principalmente no que se refere aos rumos que se têm sido desenhados pela gestão atual.
Há, por exemplo, a possibilidade de uma forma de privatização. Por meio de edital do Banco Mundial (BID), uma empresa desenha a proposta curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (RME) e elabora o material didático sem a participação dos professores.
O que podemos fazer em relação a isso?
A nossa proposta envolve o acompanhamento efetivo e próximo do Plano Municipal de Educação, no tocante a:

  • Ampliação de vagas em creches para as crianças de 0-3 anos;
  • Universalização de acesso à Educação Infantil para as crianças a partir 4 anos de idade;
  • Alfabetização das crianças até o terceiro ano do primeiro ciclo do ensino fundamental;
  • Consolidação de políticas públicas (e não programas pontuais) para a promoção de alfabetização de jovens, adultos e idosos;
  • Ensino Fundamental – 1º e 2º ciclos: As escolas precisam ser mais bem equipadas, com laboratórios e equipamentos multimídia. É necessário repensar a proposta pedagógica da Educação Infantil e da Educação Básica, dando melhores condições de aprendizagem ao aluno, de forma a desenvolver suas potencialidades e sua criatividade;
  • Avançar na oferta da Educação Integral (diferente da ideia de escola em tempo integral). Nas comunidades com maior risco social, queremos a implantação de ações voltadas à Educação ambiental e à Educação alimentar;
  • Ensino Médio – Santa Catarina levou bomba nesse período pelo IDEB 2013. Queremos articular propostas para as Juventudes com as que preveem acesso e permanência no Ensino Médio. A média de escolaridade em Santa Catarina é de 7,9 anos;
  • Educação Especial – é necessário ampliar a oferta de salas multimeios, bem como o número de profissionais. Também é preciso superar problemas burocráticos com diagnósticos e a demora nos laudos médicos, que atrasam o acesso dos alunos especiais à Educação. Queremos escolas inclusivas e além dos muros. Por isso, vamos lutar por uma política de atenção para as crianças e jovens especiais (surdos, cegos, com paralisias, hiperativos, déficit de atenção, autistas, down). E oferecer cursos de Braille e Libras para professores e comunidade.
  • Educação de Jovens e Adultos – lutar pelo reconhecimento da EJA como direito, mantendo o funcionamento dos núcleos e continuidade das propostas vinculadas à esta modalidade em Educação;
  • Garantir, por meio de parcerias, Educação profissional e superior de acordo com as demandas do município – conforme meta do PNE/PME, ofertar 25% das vagas da EJA de modo integrado com a Educação Profissional;
  • DESTAQUE – Entre os moradores de Florianópolis maiores de 60 anos o analfabetismo é de quase 7%! Por isso vamos propor a criação do Programa de Alfabetização para Maiores de 60 anos nos Bairros, a ser realizado por meio de parceria com entidades e instituições locais, como igrejas, associações de moradores e empresariais, clubes, etc.
  • Defendemos realização de concurso público para todas as modalidades e níveis de escolarização, com processos de seleção que reconheçam as especificidades de cada uma das áreas de atuação. Para se ter uma ideia, desde 1992 não há concursos para o quadro de professores da EJA;
  • Buscar interação com as universidades de modo a contribuir com a formação inicial dos professores para a Educação Básica e também acessar contribuições do ensino, da pesquisa e da extensão para melhoria da Educação pública no âmbito municipal;
  • Investir em formações continuadas que possibilitem o protagonismo dos próprios professores da RME. Hoje não há garantia de financiamento para a formação;
  • Acreditamos que conquistar qualidade em Educação exige, antes, melhoria das condições de trabalho dos professores. Isso envolve formação continuada, menos alunos por sala, escolas com estrutura adequada, respeito à hora-atividade, entre outros pontos;
  • Vamos exigir transparência sobre tudo o que se refere a financiamento da Educação no âmbito da RME – LDO, interação com o Conselho de Fiscalização de Aplicação do Fundeb;
  • Questionar/refletir a respeito dos processos de avaliação em larga escala e suas implicações para definição do que se entende por “educação de qualidade”;
  • Definir o que é de fato gestão democrática nas escolas e lutar para que vire realidade em nossa cidade; e
  • Colocar as questões de gênero em pauta, respeitadas a capacidade de entendimento de cada etapa de ensino.
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